Diário de uma semana na vida de uma mulher.
Uma mulher fala. Do medo, da solidão, da memória, do silêncio.
A mansarda é o lugar de refúgio onde esta esposa burguesa, mãe de família, tenta escapar à rotina medíocre do seu quotidiano.
«O milagre com Marlen Haushofer é que este inferno confortável, ela torna-o apaixonante graças ao seu sentido de detalhe bizarro que retira toda a banalidade à descrição do banal.» (Lire)
Ecos de um outro tempo vêm intrometer-se na narrativa principal: todos os dias chega pelo correio um envelope amarelado e misterioso. Aos poucos vamos descobrindo páginas de um outro diário escrito dezassete anos antes, numa altura em que a narradora, afectada de surdez total, estava desterrada no meio da floresta austríaca.
«um contraponto romântico junta um brilho sombrio a esta aventura interior que a loucura ameaça e que um talento singular anima.» (Lire)